Em Tons de Cinza





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Hoje eu lembrei dela. Foi a lembrança mais bonita e triste que já tive. Lembrei de nós dois sentados em frente a casa dela, em um tronco de árvore que servia de banco. Ela falava sem parar, um bucado de coisas que eu nem prestava atenção, eu só me concentrava em cada peçado dela. A forma que mexia os lábios, de como gesticulava igual uma adolecente, os olhos… Aqueles olhos que eu jurava que jamais encontraria similar e o melhor: O topete que se formava em seu cabelo ao joga-lo para trás. Eu ficava pasmo e quando ela enfim percebia eu totalmente no mundo da lua, parava de falar e me dizia com a voz mais doce do mundo: “Não me olha assim…” e ficava toda encabulada. Eu juro, eu não conseguia olhar pra ela sem imaginar um mundo pra nós. Eu me perdia em um universo paralelo, tentando explicar a mim mesmo o por quê do sorriso dela iluminar mais que o sol. Eu passava noites pensando em como encontra-la no dia seguinte sem parecer desesperado. Ela era como uma flor pra mim. Vez por outra eu a chamava de beija-flor também. Ela era tudo pra mim. Ela tinha as pernas mais bonitas do mundo! Tinha a risada (escandalosa) e mais gostosa do mundo também. Ela tinha uma forma peculiar de enxergar o mundo, mesmo sendo o oposto de mim. Ela tinha o poder de fazer a minha respiração ficar lenta e forte ao mesmo tempo.
Eu sempre beijava os olhos dela e passei a beija-los mais ainda, depois que um dia ela me disse que “beijar os olhos de alguém significava amor eterno”.
Eu acho que é verdade mesmo. Ou melhor, eu tenho certeza. Ela é a lembrança mais bonita que eu tenho, porque me lembra o quanto meu coração batia e pulava por ela. Meu coração sorria, por ela eu sentia um amor puro e vermelho. Ela é a lembrança triste de tanto amor que eu tinha pra lhe dar e de quanto amor eu guardo até hoje e que é e sempre será somente dela.

Izabela Leone

Postado em 29/05/2013 às 12:38am.
Tags:  meus textos #



Talves eu seja simplesmente como um sapato velho, mais ainda sirvo se você quiser…


Postado em 28/05/2013 às 11:22pm.


“Acho que cheguei no limite de mim mesma. Depois de ser mais ignorada que panfleteiro, resolvi mostrar a mim mesma que eu era uma mulher sim, e qualquer homem concordaria com isso.
Então eu fui, mesmo insegura, sem jeito, eu fui! Fui mostrar pra mim mesma o que eu não precisava de um sujeito como você. Não mais. Queria me vingar, mas de um jeito que só atingisse o meu ego.
Fui sentir a pele, a textura de outro corpo. Me lambuzei, me deleitei em outros braços, peguei em outras pernas, me dei em uma outra vibe, gemi feito louca. Me fiz de puta e fiz tudo conforme a profissão. Cheguei ao meu ápce. E fui mais além… Fiz como se você nunca tivesse cruzado o meu caminho. Afinal de contas, não era uma mulher que você queria? Aqui está! Porque mulher de “verdade” tem que ser canalha, puta, cínica e só se aproveitar do que a vida tem a oferecer.
Mas eu não sou essa mulher. Eu feri os meus princípios e não foi por você não, foi por mim. Eu queria provar a mim mesma que posso ser uma puta, desde que tenha feito o possivel para ser uma Dama. Eu consegui provar que posso ser como você e todo o resto dos homens do planeta: Sem coração, sem sentimentos e ainda pedir uma cerveja no final.
Mas no fim de tudo, cheguei em casa e ao me olhar no espelho, me senti normal. Não senti mais aquela inferioridade, nem sentimento de ‘lição dada’. Eu só queria tirar o cheiro, o gosto, mas nem toda água do planeta faria isso. Machuquei minha alma! Feri o meu íntimo! Acreditei que sim, ainda valia a pena mesmo que no fundo, lutar por alguém. Aprendi que não e ainda aprendi que nada, nada é mais valioso do que se fazer feliz. Passei todo esse tempo achando brechas, dando desculpas, procurando motivos pra tentar mais um pouco… E no fim, descobri que as frestas de luz eram só um sinal de que existia um mundo lá fora.
Você não é tudo isso meu bem. E saiba que nisso tudo, quem deve ficar triste é você, por perder uma verdadeira mulher como eu. E pode ter certeza que disso tudo eu só levo uma coisa: a metade do seu dinheiro, até porque pra ter te aguentado tanto tempo, mereço indenização!”

Izabela Leone

Postado em 28/05/2013 às 11:19pm.
Tags:  meus textos #


Anonymous: Você está se tornando uma escritora maravilhosa. Estou orgulhosa de você.

Ah, obrigada “anônimo”! Mas ficaria bem mais contente em saber quem és n_n



Postado em 28/05/2013 às 11:13pm.



g_g


Postado em 28/05/2013 às 8:21pm.


Queria ser um texto seu, uma lembrança tua, o motivo do seu sorriso sem jeito. Queria não me perder na sua figura, me perder no tempo e ficar te olhando inerte. Não queria ouvir o seu “que foi?”, queria que você soubesse o que era. Não queria ir domir e acordar me perguntando se é o caminho certo este que tomei para minha vida e se lá na frente te encontrarei.
Queria sentir o seu quentinho, as suas mãos feitas somente para dar carinho. Queria te ensinar a passar talco. Queria te dizer que esse tempo frio e chuvoso é feito de saudades e lágrimas minhas. Queria ouvir você batendo na porta, me abraçando também com os olhos.
Eu poderia te dizer que estou confuso. Também poderia dizer que nunca esperei tanto por um beijo seu como espero esses dias. Poderia te dizer pra largar tudo pois te quero de volta.
Não posso querer. Não posso dizer. Mas também não posso dizer não a mim mesmo.

Izabela Leone

Postado em 23/05/2013 às 1:24pm.
Tags:  meus textos #


Eu quis viver um amor bonito. Um amor pra quem eu pudesse escrever, pudesse levantar toda manhã com aquele sorriso no rosto. Um amor que me fizesse enxergar além de mim, que me mostrasse como é bom estar junto. Um amor que me mandasse flores no trabalho, que me fizesse um jantar na sexta-feira. Que fosse viajar pra algum lugar comigo, assim do nada. Que visse um filme do meu lado aos domingos e depois tirasse uma soneca a tarde. Um amor de mais risos do que choro, de mais chegadas do que partidas. Um amor que não desistisse de mim e se permitisse ser amor.

Sempre idealizei um amor assim. Sempre soube que ele nunca seria assim. Mas eu, nunca perdi a fé no impossivel. E mesmo sabendo que um amor assim está longe de chegar, eu jamais deixei de acreditar.

Izabela Leone

Postado em 20/05/2013 às 11:19am.
Tags:  meus textos #



Postado em 16/05/2013 às 3:00pm.
Tags:  RoupaNova # música #


Eu te fiz uma pergunta. Simples. Sim ou não. Você disse que não iria responder, depois não me disse nada. O silêncio predominou. Depois disse que não sabia. A essa altura do campeonato, vocé diz não saber? Eu sai, era demais pra minha cabeça, e quando voltei, você pediu para eu me sentar. Sentei. O silêncio predominou novamente, mas era o seu silêncio! E eu chorei. Chorei por tudo que se dava na minha frente, chorei porque a história se repetia novamente e eu nada podia fazer. Chorei porque eu não acreditava que depois de tudo, eu ouviria esse silêncio.
Sabe o que eu realmente queria? Que quando você me visse assim, duvidando do mundo, que me pegasse pelo braço e olhasse no fundo dos meus olhos e dissesse “ei, não fica assim!”. Que você me abraçasse e falasse baixinho no meu ouvido que estava ali, e que o único risco que corriamos era de sermos felizes.
Eu fui embora e você não pediu que eu ficasse. Eu fui embora e você nada fez, nem veio logo atrás. Eu fui embora e dessa vez não tenho intenção de voltar.
Por muito tempo deixei de ser eu, para ser alguém que você amasse. Ainda sim, você me viu nua, despida com todos os meus medos, inseguranças, neuroses. Você me viu chorar baixinho. Você viu os meus poucos, mais seus, o meu sorriso torto com os olhos exprimidos.
E agora? Agora tudo se foi. Eu só te fiz uma pergunta. Simples. Você me ama? O seu silêncio me respondeu.


Izabela Leone

Postado em 16/05/2013 às 12:39pm.
Tags:  meus textos #



Postado em 16/05/2013 às 10:46am.
Tags:  imagens #


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